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domingo, 7 de agosto de 2011

Discriminação!

Eu fui o primeiro a ser quebrado, muita gente zombou de mim por muito tempo, para completar colocaram essa placa tomando toda minha visão. Há poucos dias, meu colega sofreu o mesmo vandalismo, quebraram seu encosto e ele ficou como eu, reclamando que só vendo. De repente saiu uma notícia que nós seriamos consertados, pulei de alegria, afinal já estava na hora.
Meu colega foi o primeiro a ser consertado, os outros logo depois, um arrocho aqui outro acolá e ficou todo mundo bem. Quando chegou minha vez ...agora todos estão zombando como nunca, isso é discriminação.
Continuo sendo discriminado, só sentam em mim quando não há mais lugar vazio nos outros, não posso mais agüentar esse tormento, por favor, alguém tenha a bondade de me tirar dessa vida. Viver como um banco já é difícil e imagine como um banco sem encosto. È a mesma coisa que morar ao lado do Banco Central do Brasil e viver “liso”.
Isso é demais, além de não ter encosto, essa placa não me favorece na visão.
Ouvir falar que Charlejandro está fazendo advocacia, vou contratá-lo para defender meu caso, o caso de Discriminação.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Matuto ou carência das novas tecnologias.

“Esquivei-me, pensei que o escudo fosse me atingir”! 

Convidado para ir ao cinema, assistir o novo filme do Capitão America, não tive dúvida, aceitei na hora, afinal diziam-me que era em 3D.
Bom, em 3D, 4D, para mim pouco importava, qual era a diferença? Tudo não era filme? R$ 26,00 foi a entrada, eu como sou professor, só paguei meia entrada, me “achei”, se for uma gratificação por sermos mestres, obrigado, mas se for descriminação, sei não, de qualquer maneira eu aceito, afinal pagar 50% a menos é muito bom.

Antes da entrada, uma pausa para as fotos. Coisa de matuto? Claro que não, afinal não foi só eu, vi muita gente fazendo isso, além do mais, foto é comigo mesmo.
Recebemos o tal óculos e entramos. Uma pipoca, um refrigerante e antes do filme os trailers. De inicio o trailer do Homem Aranha e de imediato sentir a real diferença dos cinemas convencionais, quando o herói despencou de um dos “Arranhas Céus”, sentir um frio na barriga, parecia que era eu que estava a pular entre um prédio e outro.
Retomada a situação, começou o filme do Capitão e a coisa ia como esperado, tudo novo, até o momento em que em umas de suas lutas o Capitão resolve atingir um dos vilões com seu escudo.
Ao jogar seu escudo para atingir o vilão, não hesitei, esquivei-me, pensei que o escudo fosse me atingir.
Tirei o óculo, olhei para os lados, todo mundo concentrado no filme.
Que bom, ninguém viu.
O próximo, agora com experiencia, vou assistir o lanterna verde.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Pássaros de "Fogo".


Ontem quando me dirigia à Prainha a busca de uma informação, passei por esta ave. Ao passar, com velocidade mínima, claro, afinal estava na Terezinha Pereira, essa ave que mais parece um pássaro de “fogo” - se bem que se comparada com a da cantora Paula Fernandes, não deve ser tão “fogo” assim, o máximo uma brasinha – ficou a me acompanhar virando a cara ou o rosto, sei lá, acompanhou-me com os olhos como me perguntando alguma coisa.
Ah não, não resistir, dei meia volta, saquei da arma (câmara) e Tcheck, Tcheck, tirei-lhe duas fotos.
Ela cheia de pernas, me olhou e disse:
Humrum, eu botei uma pose dessa e ele quase passava sem tirar uma foto, nã.
Eu, sem ter o que dizer, baixei a cabeça e pedir-lhe desculpas.
Fazer o quê se eu preciso tanto delas?

sábado, 16 de julho de 2011

Crônica reflexiva.

A greve ainda continua, mas devido a fortes pressões, alguns professores estão voltando às salas de aulas, com isto este blog faz uma reflexão. 

Os professores e funcionários públicos estavam e estão em greve por melhores condições de trabalho e, claro, não vamos ser hipócritas, por melhores salários, pelo menos o mínimo – piso salarial. Para os que voltaram fica a esperança que este comece a ser pago em Setembro – como se bota milho para as galinhas, a diferença é que as galinhas pelo menos enchem o papo.

Para os que não se intimidaram e continuam em greve fica a torcida para que a rosa de espinhos baixe a guarda e possa atender a esta sofrida categoria. 

A pergunta final é: Com a volta dos professores em sala de aula a educação estadual vai melhorar?
Hipocrisia tem limite, acredito que ninguém é tolo o bastante para imaginar que com a volta dos professores sem suas conquistas imediatas a educação estadual rio-grandense deva melhorar.

Ora! Qual é o incentivo desses professores para darem uma boa aula? Com base em quê esses professores vão se aperfeiçoar para superarem suas aulas de ontem? Podemos fazer muitos questionamentos e todos com respostas teóricas, mas tem uma pergunta que se meu aluno me fizer eu tenho a resposta pronta, afinal eu desejo a meu aluno sempre o melhor, além do mais Jesus disse: Amai-vos uns aos outros como a ti mesmo. Se eu amo meu aluno vou querer seu sofrimento? De jeito nenhum.

Professor dê-me uma dica sobre qual profissão eu devo seguir?
Qualquer uma, menos docência.

Uma professora me contou, ainda esta semana, que certo dia estava aconselhando alguns alunos a estudarem para serem médicos, advogados, enfermeiros e até professor. Quando ela propôs essa ultima profissão, um aluno rebateu na hora.
Professor? Nã, melhor vender pedra de Crack do que ser professor.
Sinceramente, isso é angustiante para nossa profissão.


quinta-feira, 30 de junho de 2011

Um plantão de um médico e o salário do professor.


Em visita ao Hospital Flaviana Jacinta (antigo S.O.S) para fazer um curativo no pé da menina Eloise, que está se recuperando bem obrigado, tive a curiosidade de perguntar quanto um médico graduado em clinico geral ganha por plantão.
Nada, pediram-me que procurasse a secretaria de saúde para obter tal informação. Pensei então que era um segredo, então por pura curiosidade obstinei-me a desvendar tal caso. Dando uma de Sherlock, passei a perguntar a todos que encontrava com roupar branca ou azul e nada, algumas me davam informações não segura ou desencontrada. Pensei comigo, deve ser minha estratégia de pergunta: Quanto ganha um médico em um plantão? Ir a secretaria buscar tal informação seria muito fácil, então resolvi não ir, gosto de desafios. Ontem encontrei, por puro acaso, uma enfermeira em uma loja da cidade, como tinha amizade com a mesma, foi logo perguntando; Quanto ganha um médico em um plantão de 24h? R$ 1.000,00, pronto, sem muita conversa.
Bom, levando em conta que um plantão de 24h ninguém passa todas essas horas acordado, vamos imaginar então 18h dessas 24h em trabalho. Porém estamos em Grossos, tenho certeza que dessas 18h o médico não as passa em atendimento sem intervalo, há horas que não tem ninguém para atender assim como há horas que chega dois ou três de uma vez só.
Tirando esses intervalos, vamos dizer que um plantão de 24h se resuma à 15h, isto é, 6 horas de descanso e 3 horas sem atendimento. Faltou o café, o almoço e a janta, colocaremos entre um banho, um bate papo e uma colher levada a boca 3h, então ficaremos com um plantão de 24h resumidos às 12h, ainda acho muito, porém vamos deixar assim.
Claro que tudo isso é só teoria, pode ser que o médico trabalhe mais, muito mais em um dia cansativo de plantão ou menos, depende, claro, do movimento desse dia. ...


Mas o que eu quero realmente que vocês percebam é que nesse dia o médico de plantão, ganhou o que um professor graduado em início de carreira pelo estado do RN ganha em um mês.
Hora, talvez alguém diga: mas o médico estava salvando vidas! Eu lhes digo, quantas vidas um professor salva ao ensinar aos seus alunos o caminho do bem? Em um dia de plantão do professor (todos os dias de sua vida até a morte) o professor consulta aproximadamente 60 alunos, lembre-se que professor hoje é médico, psicólogo, pediatra, advogado, juiz, político, ambientalista, “se vira nos trinta”, e entre outras obrigações,  como por exemplo, pai e mãe. Têm plantões (programas) de médicos que resumem a 20 consultas, se surgir outras essas passam a ser extras. No caso do professor não, quando ele sai do seu consultório – sala de aula – ele conversa com um pai, uma mãe, um aluno com um problema, uma questão mal entendida, sem falar da pilha de trabalhos, testes e provas que este leva para casa para serem “medicado”.
Tudo isso que falei – que pode ser bobagem ou não, depende da sua ótica – é para percebermos o quanto a profissão de professor é desvalorizada. Um médico ganha muito? Claro que não. Uma enfermeira graduada aqui na nossa “Terrinha” deve está ganhando em torno de R$ 3.000 reais, eu pergunto, ela ganha muito? É obvio que não. Se você perguntar a ambos eu tenho certeza absoluta que eles gostariam de ganhar mais, quem não gostaria? O problema é nosso, nós professores ganhamos mal. Acredito até que nós somos os graduados que ganham menos nesse país.
Ser médico é sinônimo de respeito social, dono de um salário – 10 a 20 mil – digno mensais, dependendo da região e uma farda inconfundível.
Ser professor é ter em mente duas lutas permanentes, uma é a busca incansável pela aprendizagem dos seus alunos e a outra, com o mesmo afinco, a luta por um salário melhor. Além de uma farda muitas vezes confundível.
Então jovens, escolham suas profissões, mais escolham bem.
Se você me perguntar se estou arrependido de ter escolhido essa profissão, eu responderei sem titubear, não, pois amo lecionar.
Se você me perguntar se eu quero que meus filhos escolham essa profissão eu responderei sem titubear, não, mas não depende só de mim.
Hoje nós professores estamos em greve, greve por uma conquista que tivemos que suar muito para ganhar, a saber o "Piso Nacional", ou seja, estamos brigando por uma conquista que já foi conquistada.
Eu lhes pergunto: Somos ou não somos desvalorizados? Nem o que é de lei nós temos direito. Pense! 
Conclusão: Eu cultivava um jardim no meu quintal, era lindo cheio de rosas,  hoje eu tenho um pé de xique xique e ai dele se florir!

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Professor, ser ou não ser, eis a questão!


Sou professor, não nego, assim quem me conhece sabe que tento fazer, dentro de minhas limitações, o melhor para meus alunos. Ser professor é muito, muito bom, ainda mais quando você ouve um jovem dizer: Aprendi tal lição com aquele professor. Esse é o maior dos salários.
Ser um profissional da educação é muito, muito ruim, além de ganhar pouco, tem que se submeter à greve para ter um mínimo do mínimo de respeito respaldado por lei.
Ser professor é ser amigo, pai, mãe, educador, exemplo, orientador de gerações, mediador de conhecimentos.
Ser um profissional professor do ensino médio estadual do RN é ter duas personalidades, aquela de sala de aula e aquela de sua vida diária. Uma atenciosa com os alunos, com aulas, trabalhos, deveres, testes, questões, Enem, Vestibulares, educação contínua, disciplina, faltas, presenças, planos de aulas, diários.  A outra cheia de dívidas, problemas, custos, saúde, família, físico, stress, trabalhos de “bicos”, pois ser só professor não garante uma vida digna para sua família, ator.
Ser professor é ensinar o bom, o amor, a paz. É ensinar a preservar o ar, o solo, o ambiente, a terra. É ensinar o bem, ensinar a superar, a apreender com os erros, a dizer não ao mal, a questionar, a se expor, a falar, a comparar, ensinar a enfrentar o mundo.
Ser um profissional professor é ter uma opinião não respeitada, é ter um fardo não valorizado, é ter um sonho angustiado, é fazer sempre parte de uma categoria não valorizada, é está na mídia em épocas de campanha eleitoral como salvadora da pátria e ser de imediato isolada e vista como um gasto desnecessário após passada as campanhas eleitorais..
Tenho medo que um dia nossas personalidades se misturem e invés de irmos dar aulas, caminhemos com uma tarrafa nas costas e nos embrenhemos mar adentro, com intuito de ganharmos nosso pão sem se preocupar tanto com salários nem muito menos com planos de aulas. Talvez só assim, quando mais ninguém for chamado de professor, este seja de fato valorizado. Se for assim, chamem-me de pescador.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Deus meu, Deus meu, não nos abandone!



Senhor, não peço que os castigue, isso jamais, pois sei que És justo em plena palavra e um castigo seria muito sofrimento para esses que jogam seus restos de consciências atropeladas pela mínima virtude da conscientização. Não peço que Faças eles provarem o mesmo mal que a nós foi causado, mas sim, que sintam apenas vergonha de si mesmo pelo transtorno que nos faz passar. Senhor, não quero que eles sintam o mesmo cheiro podre de carniça que nós sentimos, mas que sintam apenas constrangimento pelo que estão nos causando. Pai nosso todo poderoso, não venho lhe pedir que os culpados por esses desrespeitos sofram Tua ira, bem que gostaria de fazer tal pedido, mas lembro-me que eles também são nossos irmãos, invés de tal pedido, peço-Te que ponha consciência em suas mentes e os ilumine para que aprendam o verdadeiro sentido de respeito cidadão. Senhor, sei que És muito ocupado para se importar com tão pequena situação, sinto-me até constrangido de te pedir isso, pois já envias belas aves para limpeza , mas por favor, não se aborreça com a gente, não nos abandone como fez nossos políticos. A Terezinha Pereira clama por tua misericórdia. Amém.
Já é tarde, o sono vencerá o forte odor.

domingo, 15 de maio de 2011

Essa é boa!

Enviado por um colega
Havia certa vez um homem  navegando com seu  balão, por um  lugar desconhecido. Ele estava completamente  perdido, e  qual grande foi sua surpresa quando encontrou uma pessoa...  Ao reduzir um  pouco a altitude do balão, em uma distância de 10m  aproximadamente, ele gritou para a pessoa:

  - Hei, você aí , aonde eu estou? E então a jovem  respondeu:
 - Você está num balão a  10 m de altura!
 Então o homem fez outra pergunta:
- Você é professora, não é? 
  A moça respondeu:
- Sim... Puxa! Como o senhor adivinhou? 
 E o homem:
- É simples, Você me deu uma resposta tecnicamente  correta, mas que não me serve para nada...
 Então a professora  pergunta:
 - O senhor é secretário da educação, não é?
 E o homem:
- Sou... Como você  adivinhou???
  E a Professora:
- Simples: o senhor está completamente perdido, não sabe fazer nada e  ainda quer colocar a culpa no  professor.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Chuvas de meteoros desta madrugada.

Foi de mais! Em casa, a 10 min para 1 hora da madrugada, parecia mais com um louco do que com uma pessoa querendo apreciar as belezas fenomenais do nosso universo. No meio do quintal, olhando para cima, de início torcia por duas coisas, uma que o espetáculo dos meteoros acontecesse logo, afinal eu precisava dormir para acordar às 6 da manhã e a outra que ninguém me visse naquela situação feito lagartixa rodopiando e olhando para todos os lados do céu. 1h e 5 min, conforme o noticiário o episódio deveria estar prestes a acontecer, meu pescoço já começava a dar sinais de cansaço. 1h e 10 min, nada ainda, olho desesperadamente para todas as direções a procura de pelo menos um meteoro. Vejo as luzes piscantes de um, provavelmente, avião. Os minutos vão se passando, o céu estar como eu desejei, ideal para qualquer observação, “limpo”  como se diz, sem nenhuma nuvem, vai ser agora.
Meu pescoço já não aguenta mais, olho para baixo como querendo relaxar o pescoço, subo em uma tábua deitada no chão e volto a olhar para cima, o relógio marca 1h e 30 min. Por alguns instantes fico olhando na direção do chão, entro em casa, tomo água, um pouco de café para passar o sono e volto, fico olhando para cima, olhando, olhando e vejo uma luz piscante, não dos meteoros, mais sim de um vaga-lume que passa no meu anglo de visão como que querendo me confundir e lógico, tirar um pouco de ”onda” comigo. Já é 1h e 50 min.
Foi de mais! A madrugada de hoje vai ficar para sempre na minha memória. Talvez daqui a muitos anos eu conte a meus netos a madrugada inesquecível de hoje. A hora exata que aconteceu foi à 1h e 57 minutos, jamais me esquecerei desse dia ou hora. Subi em um monte de areia no meio do quintal para ter uma visão geral do plano celeste quando de repente, sem mais nem menos fui atacado por um exercito de formiga, formigas vermelhas, pequenas sim, mais com uma fome insaciável de carne, formiga das quais hoje durante o dia vou procurar seu esconderijo, vai que ataque uma criança! Bom, mas voltando a questão, não deu outra, sai aos pulos correndo para dentro de casa amaldiçoando tudo que era de formiga existente na terra.  Após obter o controle da situação novamente pensei com meus “botões”:  ” homi” deixe de ser besta, o que é que tu quês com meteoros, vai dormir bestado!.
Só se aconteceu lá para as bandas de Mossoró porque por aqui nem neblina quanto mais chuva. nã!

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Não parem as máquinas, ainda estou vivo!

Furúnculo. Quando ouvir essa palavra pela primeira vez, pensei; “deve ser um tipo de besouro ou um ciclone ou uma praga qualquer”.
Quanto aos dois primeiros “chutes” passaram longe do gol, mas quanto ao terceiro acertei no ângulo.
Pense num negócio pra machucar, pra tirar seu sono.
Já há cinco dias com esse tal de furúnculo estou prestes a pedir a “pinico”. Meu precioso fica numa região que para sentar preciso rezar umas três Aves Marias além de dez Pais Nosso e o pior disso tudo que eles sempre vem acompanhados de um amigo. Hora, você pensa que tem um, mas na verdade você tem dois ou mais, dependendo da maldição.
Na sexta-feira Santa em uma tentativa desesperada para conseguir alguma notícia para o blog, arranjei um carro – já que de moto só se for em pé – e sai à busca. Ledo engano, só deu tempo de chegar a Prainha, tive que voltar às pressas, meu precioso acordara.
Depois de ter sido apresentado ao tal de Furúnculo, pesquisei e hoje sei que esse bicho nada mais é que um simples tumor. Isso nos outros, por que para quem está convivendo 25 horas com esse bicho, tumor é piada, isso é uma praga. Se você tem inimigo e tem costumes de jogar praga, não peça morte deles não, jogue a praga do furúnculo, pense numa maldição.
Que tal um furúnculo embaixo do queixo para seu inimigo passar uma semana olhando pra cima, como procurando aliens ou estrelas cadentes mesmo de dia. Que tal em baixo da axila onde o cara fica batendo continência durante uma semana ou se você tiver muita raiva do cara, peça para essa praga nascer bem na bunda, aí meu amigo, você alcançará o máximo de sua vingança. Eu estou satisfeito com o meu, pois sei que quando eu ficar bom, já posso ir para o Céu, pois o que era de pecado, paguei tudo. 
Como eu não tenho inimigos aparentes, eu desejo a todos três coisas: Nunca manguem de quem tem uma praga dessas, façam tudo pra não pegarem essa praga e por ultimo eu desejo essa praga sim, mas somente a aqueles que não acreditam em mim.
Quanto a essa foto aí, não é nada comparado aos meus!

quarta-feira, 23 de março de 2011

Papo de moleque!


- Ei, vamos fazer como a torcida do Corinthians quando quer protestar contra o time?
-Vamos, como é?
- Assim, ficando de costa para a rua.
- Esse banco dá certim, mas cuidado com esses ferros aí!
- Diga aí, se nosso prefeito Nildim fizesse uma praça só pra nós, em?
- Seria bom viu, eu mesmo passava a noite todinha brincando.
- E eu mandava paim votar de novo nele.
- Aaah, ele não é mais candidato não homi.
- Porta não, eu mandava paim votar no candidato dele.
-Homi, peça pelo menos para ele ajeitar esse banco, deixe de sonhar!
- Vichi, parece que você é dos contra!
- E tu, parece que é dos babão!
- Vou embora, brinque só!
- Tô brincando homi, volte aqui!
- Nã, não gosto quando falão de Nildim.
- Oíiii homi, é doido é?

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Urubu, quem é mais urubu?

Não sou urubu rei, mas reino no meu pedaço.
Não sou seboso como pensam, muito pelo contrário, tenho horror a podridão e sabendo que os humanos não tem o costume de limpar, eu mesmo faço a limpeza da natureza.
Se existe algum preconceito comigo, acho que não é por meus hábitos alimentares, pois sou eu que limpo a sujeira dos humanos e sim por minha cor, quanto a esta que me perdoem, mas Deus criou-me assim e assim serei. Vez ou outra alguém me espanta com uma pedra, mas sinto que não é de propósito, é somente falta de conhecimento e um pouco de maldade, os humanos são assim, sentem maldade em coisas que não compreendem, se for inveja, não tem problema, eu compartilho minha comida com quem desejar, é só se abaixar e meter o bico, aliás, a boca.
Enquanto não fizerem - e cá pra nós, espero que demore muito, muito tempo - uma obra na Terezinha Pereira e os humanos continuarem jogando carniças nessa rua - espero que continuem - eu estarei aqui me saboreando da ignorância dos homens.
Eu não sou urubu rei, mas aqui diante dessa ignorância, sou eu quem reina, doa a quem doer e se acharem ruim, que cuidem de suas carniças, porcos, aliás, porcos não, porcos é elogio.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Seria cômico se não fosse trágico ...

Leiam esse texto enviado por um colega, é ótimo para a "auto-estima" do professor
O cara termina o segundo grau e não tem vontade de fazer uma faculdade.
O pai, meio mão de ferro, dá um apertão:
- Ah, não quer estudar? Bem... Perfeito.Vadio dentro de casa eu não mantenho. Então, vai ter que trabalhar...
O velho, que tem muitos amigos, fala com um deles, que fala com outro até que ele consegue uma audiência com um  político que foi seu colega lá na época de muito tempo atrás:
- Rodriguez!!!! Meu velho amigo!!! Tu te lembra do meu filho? Pois é, terminou o segundo grau e anda meio à toa, não quer estudar. Será que tu não consegue nada pro rapaz não ficar em casa vagabundeando?
Após 3 dias, Rodriguez liga:
- Zé, já tenho. Assessor na Comissão de Saúde no Congresso. R$ 9.000,00 por mês, pra começar.
- Tu tá loco cara!!!!! O guri recém terminou o colégio, não vai querer estudar mais, consegue algo mais abaixo...

Dois dias depois:
- Zé, secretário de um deputado, salário modesto: R$ 5.000,00, tá bom assim?
- Nãooooo, Rodriguez, algo com um  salário menor, eu quero que o guri tenha vontade de estudar depois... Consegue outra coisa?

- Olha Zé, a única coisa que eu posso conseguir é um carguinho de ajudante de arquivo, alguma coisa de informática, mas aí o salário é uma merreca: R$ 2.800,00 por mês e nada mais....

- Rodriguez, isso não! Por favor, alguma coisa entorno de R$ 500,00 ou R$ 600,00, pra começar.
- Ah, amigo, isso é impossível, Zé!!!
- Mas, por quê homi???
- PORQUE ESSES SÃO POR CONCURSO PARA PROFESSOR, PRECISA TÍTULO SUPERIOR, MESTRADO ETC.... É DIFÍCIL, MUITO DIFÍCIL...

 
Enviado por Marcos Bezerra.
 
 
 

sábado, 11 de dezembro de 2010

Inimigos? Tola ilusão.

Quem não se lembra da campanha para governo deste ano? Os candidatos à deputados que por aqui passaram – muitos, diga-se de passagem – com suas propostas partidárias e até individuais receberam de um lado ou do outro da população grossense muitos aplausos e por conseguinte – cada um com seu valor representativo – muitos votos. Cada um defendendo suas bandeiras, seus partidos. Acompanhados ou não de suas lideranças majoritárias, estes gladiavam e por vezes pareciam até inimigos mortais. O povo – que nessa época é o protagonista da história – assistiu, ouviu e se decidiu em quem votar. Alguns desses protagonistas chegaram até a brigar, confundiam as mensagens e fizeram-se adversários entre eles mesmos, por vezes chegaram até ser inimigos.  Tola ilusão. Sempre nessas épocas, repetitivamente, eleição após eleição, o povo briga, cria rixas, intrigas e outros males pertinentes a nossa ignorância política, enquanto eles – os candidatos – após as eleições, se enfrentam cara a cara para degustarem no mínimo, uma bela champanhe.  
Se esta imagem não bastar, aguarde as próximas eleições.

sábado, 27 de novembro de 2010

Sarcasmo


Sexta-feira, 26 de Novembro de 2010, 06h40min, estou saindo para a escola, abro o portão e, que maravilha! Paisagem assim não é todo dia que vemos, fico deslumbrado, sem palavras fico apenas apreciando o quadro, como diz Luciano Hulk, “Loucura, loucura, loucura”. Pablo Picasso, Candido Portinari, Leonardo da Vinci, Michelangelo e Van Gogh, aposto como nenhum destes pensaram em pintar um quadro como este. Em toda Grossos eu duvido que tem alguém que tenha o privilégio que eu tenho de ter uma rua repleta de aves, aves magníficas, como diz a cantora Paula Fernandes, “Pássaros de Fogo”; Vai ter sorte assim lá na “China”, só está faltando mesmo eu acertar a Mega-sena. É certo que aqui e acolá tem um lixinho, mas nada que possa ofuscar essa visão, essa paisagem. Como dizia o poeta Dagmar “Essa é minha Beleza”, neste caso minha beleza particular. Tenho até medo de ao mostrar essas fotos alguém passe mal e morra, morra de inveja. Em frente a minha casa  na Av. Terezinha Pereira um bando de aves, aves que faz gosto, aves pra cá, aves pra lá, felizes, deslumbrantes, são muitas aves, a natureza foi generosa comigo. E quando alguém deixa cair – sem querer, lógico - uma sacola com restos de “peias de carne” ou põem  um animal morto – repito, sem querer – , aí é que a coisa fica bonita. Na verdade não sei nem a quem agradecer, se às pessoas que deixam restos de animais aqui ou pelas autoridades que não fazem nada. Seja lá quem for, meu muito obrigado, muuuuuuuuuuuuuuito obrigado. Que Deus abençoe a todos, que dêem muitos anos de vida e que – se quiserem – venham apreciar essa paisagem comigo, quanto a isso só peço uma coisa, se vierem tragam um pouco de comida para dar a minhas aves, elas comem de tudo, principalmente restos mortais.

domingo, 14 de novembro de 2010

Crônica - Minha infância

          Ah meu tempo de adolescente. Lembro-me que as segundas era uma alegria só, nossos pais ficavam orgulhosos de verem agente sair todo fardado para a escola e olhe lá se não fosse de farda – calça, camisa e tênis Conga -, quem assim não fosse os colegas tiravam a maior onda, hoje esse costume inverteu-se. O dia 7 de setembro era o feriado mais esperado, fazíamos questão de desfilar, passávamos quinze dias antes ensaiando.
          Lembro-me também das minhas férias, corríamos para o mato, íamos atirar de baladeira. Antes porem, já tínhamos passado a tarde do dia anterior fazendo balas de barro, íamos nas levadas e trazíamos as toras de barro, molhávamos e com as mãos produzíamos 50 a 100 balas que ficavam exposto ao sol para secar. Entre uma rolinha e outra caçada nunca faltou as saborosas frutas do mato como: melão Caetano, cana pum, este faz tempo que não vejo, quixaba, carnaúba, juá, castanhola – sem falar que esta após comido a popa, abríamos o caroço para comer o que chamávamos de “coquim” -,  frutas do xixique uma verdadeira riqueza da época, disputávamos a balas com os pássaros por uma, amexa, esta disputávamos entre nós mesmos, sem falar nas frutas que encontrávamos pelos caminhos em plantações como; plantações de melancia, melão da terra, batata, milho e o próprio feijão verde .
          Ah meu tempo de criança, lembro do primeiro time, não o nome, mas lembro que no campo de areia nós éramos os melhores, tínhamos até torcedora cativa.
          Ah meu tempo de criança, entre uma brincadeira e outra nunca faltava o carrinho feito artesanalmente de lata de óleo Soya ou da marca Pageú, dos carrinhos de lata de sardinha, com estes passávamos a manha inteira embaixo de um alpendre puxando areia de um lado pra outro; Eram as caçambas trabalhando nas salinas – dizíamos. O vira-vira apostando figurinhas ou mesmo moedas, castelão, garrafão, o tufo, um contra todos, o tica, o esconde esconde, cai no poço, pula corda, amarelinha, passa o anel, mavé gepê, queimado, passarás e tantas outras brincadeiras inocentes que hoje foram trocadas, mas quanto a isso tudo bem, é um processo natural da evolução.
          A tarde saiamos aos montes – 5 ou 6 meninos tudo de mesma idade – puxando roladeiras de latas de leite ninho ou neston pelas ruas de terra vermelha. 
          Lembro-me de pela manhã, ir buscar água na cacimba para encher os potes, um calão de água – duas latas de água – essa era a tarefa mais castigante da época. Na casa dos meus avós, em A. Alvas percorríamos um caminho de aproximadamente 100 metros até a cacimba – descida na ida e subida na volta – era um pesadelo, subir com um calão não era tarefa fácil.
          Lembro-me das raposas que minha avó fazia para eu comer. Feijão com farinha amassado na mão, era assim que agente era iludido a comer. Hoje para iludir uma criança prometem-se coisas inacreditáveis como; coma que eu te compro um Playstation.
Tomar banho com balde, colocar o copo no pé do pote para ficar mais fria – ”gelada” – tomar leite direto do peito da vaca ainda quentinho, essas eram outras singularidades da época.
         Nos fins de tarde íamos para o trapiche - cais - acompanhar os movimentos da lancha de Zé Ciliro. Atravessar o rio a nado era o "gela". Os bons nesse esporte era Cateca, Nôna e outros que devem esta espalhado por esse "mundão" de Deus.
         Lembro-me das vaquejadas no meio da rua Cel. Solon, não faltava o carrinho de pipoca, de algodão doce, das vendas de pulseiras de pele de animal.
         Ah meu tempo de adolescente, das praças muradas, do clube Alvarenga no meio da rua, das TVs públicas, da discoteca Zé de Luzia, do lampião pendurado nos armadores, do namoro vigiado, do beijo proibido, da inocência.   
         Foi bom, muito bom. Hoje tudo isso mudou, as brincadeiras são sentados diante de uma TV com um controle nas mãos, o namoro é um "fica" e o casamento e um contrato de risco.
         Hoje corremos o risco de perder nossos filhos entre uma esquina ou outra, antes o medo era de se perder no mato entre uma sabiá ou uma rolinha.
        O bom de hoje é o uso para o bem das novas tecnologias. O melhor de ontem era que éramos verdadeiras crianças inocentes; verdadeiramente inocentes...


sábado, 4 de setembro de 2010

Coragem

Do latim coraticum, significa a habilidade de confrontar o medo, a dor, o perigo, a incerteza ou mesmo a intimidação. Coragem também pode ser dividida em coragem física e coragem moral.
Deixemos o técnico de lado e falemos no popular, coragem é simplesmente não ter medo do desconhecido ou ainda podemos dizer que uma pessoa corajosa é aquela que não tem medo de nada.
Muitos são os modos de ganhar a vida na nossa terrinha, as mais tradicionais são; Na construção civil, Funcionários Públicos de um modo geral, Os privados nos armazéns de sal, os artesãos, os comerciantes, os Taxistas, Profissionais autônomos e os Pescadores, estes são vários, pesca de rede, de linha, de tarrafa, em fim, pescam de todo jeito.
Há alguns poucos anos na nossa "terrinha" surgiu dois tipos de trabalhos que até então eram desconhecidos por nós, o primeiro foi de algumas pessoas que vivem tão somente da caça ao caranguejo, de Janeiro a Janeiro vivem nesses mangues a procura de buracos para meter a mão e tirar dali seu sustento, para isso precisa-se de quê? Coragem, pois vez ou outra um caranguejo pega um dedo.
A outra que a meu ver precisa-se mais ainda da tão insólita coragem são os que vivem da pesca de camarão. Talvez o leitor diga, por que deve-se ter coragem de pescar camarão? Pescar camarão com tarrafa é uma coisa normal, a única coragem aí é tão somente pelo trabalho, porém pescar camarão com as mãos é outra bem diferente.
Entrevistado por esse blog em seu local de trabalho, o pescador Mirim ficou a vontade em falar de sua profissão entre um camarão e outro encontrado com suas próprias mãos.
“o ruim é quando você põe a mão em cima de um Anequim, são 24 horas de dor, corro para o hospital, tomo duas injeções e volto somente no outro dia”.
Esses profissionais andam de “quatro pés” com as mãos levemente encostadas na lama onde ficam por horas somente com a cabeça de fora da água, sem ver o que toca com uma sacola agarrada nos dentes, conhecem suas presas somente pelo tato e ficam rezando para não toparem com um Anequim. Em um dia de trabalho em dias bons chegam a capturar de dois a três quilos de camarão e com as mãos doloridas das furadas dos camarões.
Coragem todos nós temos, eu particularmente tenho coragem, mas essa aí eu não tenho não. Porem sei que coragem não vem do berço, vem do momento de cada um.
Prof: Ronaldo Josino.

sábado, 28 de agosto de 2010

Falta de Educação e Desrespeito


08:23 horas da manhã, na fila da Lotérica de nossa terrinha espero minha vez para fazer um cartão da mega-sena, na minha frente estão somente três pessoas, vai ser rápido. Um senhor de cabelos grisalhos toma a vez alegando a idade avançada. Antes que esse termine chega mais dois senhores com a mesma filosofia. A primeira das três pessoas que estavam a minha frente sai e senta-se no banco junto a parede e comenta:
 - Vou ter que esperar, esta faltando dinheiro para pagar o cartão do bolsa família! Alguém aí vai depositar ou pagar alguma conta? Pergunta ela.
Imediatamente umas duas pessoas atrás de mim levantam a mão.
Já são 8 pessoas na minha frente e a fila resumi-se a uns três ou quatro em pé, o resto estão amontoado em cima do caixa e ainda outros sentados lá fora sempre dizendo:
- Estou atrás de fulano!
Uma mulher chega muito apressada e dar ao jovem que está na minha frente uma fatura para ele pagar, alega que deixou uma criança só em casa e não pode ficar na fila.
A essa hora a lotérica já esta cheia, pois um dos que disse que ia pagar está fazendo mais de 200 cartões entre mega-sena e ou outros jogos de sorte.
09:45 horas, não agüento mais, uma tarefa que parecia tão simples tomou-me quase a manhã inteira, passei na fila para fazer um simples jogo exatamente 01:22 hora, demorei muito?  Que nada, tem pessoas que vão receber o Bolsa Família e esperam quase o dia todo, pois a lotérica não tem dinheiro, só paga a essas pessoas quando alguém vem depositar ou pagar alguma conta.
Coitada dessas pessoas, muitas delas sai de casa cedo para receber o Bolsa Família e comprar alguma coisa para fazer o almoço e ou pagar o comercio, quando chega na lotérica tem que esperar que outras pessoas  depositem dinheiro, em fim, dependendo da sorte de cada uma, algumas sai de lá só quando fecha.
Infelizmente essa é a realidade de Grossos.

sábado, 3 de abril de 2010

Eloí, Eloí, Lamá Sabactani?



Estas foram as últimas palavras de Jesus Cristo, “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste”. Logo em seguida suspirou. Numa sexta-feira, do ano de 0033 da nossa era. Sei que já faz muito tempo, 1977 anos pra ser mais preciso. Mas os livros estão aí, sempre nos recordando, a Bíblia é o maior exemplo disso, conta toda historia do começo ao fim, além dos invariáveis filmes que retratam na íntegra toda história de nosso Senhor Jesus. Diz a Bíblia que nesse dia após muitas chicotadas, carregou uma cruz para o monte Gólgota (lugar da Caveira), cruz essa que seria para sua própria crucificação e após ser pregado na cruz, os soldados não satisfeito com seu sofrimento, ainda lhe davam vinagre para beber. Tudo isso aconteceu numa sexta-feira. Sexta-feira que deveria ser santa, não só para alguns, mas para todos. Andando pelas ruas de minha pequena cidade, vi as pessoas comemorando a morte de Cristo, parecia até os próprios fariseus, só que de um ângulo diferente, todos comemorando com muita cerveja, cachaça, churrasco e muita musica, musicas do tipo; bonde do maluco, lobo mal, desce até embaixo, tira a mãozinha, cuidado com a cobra, vira pra cá e principalmente o tal do reboleithon.
Depois de presenciar todas essas cenas, fico me perguntando; qual a diferença daquele tempo pra o de hoje? Ou seja, se Cristo viesse hoje, talvez não fosse crucificado, mas com certeza seria no mínimo eletrocutado em uma cadeira.
Então eu pergunto, será que podemos dizer que sexta-feira é santa? E se é, é pra quem? Quantas pessoas respeitam esse dia de verdade?

segunda-feira, 1 de março de 2010

Parque de Diversão.



Domingo, no parque, presenciei algumas senas interessantes, enquanto meu filho dava uma “rodada” no trenzinho, fiquei a prestar atenção nas crianças que após saírem de um brinquedo ou outro, ficavam a chorar desesperadamente quando a mãe ou o pai diziam que era hora de ir para casa, elas, as crianças, chegavam feliz da vida, ficavam mais felizes ainda quando entravam em um brinquedo, mas aí, depois disso o que se via era à aflição dos pais.

R$ 1,50 é uma volta em um brinquedo, se você multiplicar por 3 ou 4 voltas, não tem dinheiro que chegue, sem falar que uma “brincadeira” demorava ou demora cerca de 2 a 3 minutos, aproximadamente e ainda tem a pipoca, o chilito, o algodão doce, o sorvete, ... e isso quando se tem somente uma criança, quando se tem duas tudo é dobrado, até mesmo o choro. De todos os brinquedos que nós, pais "corujas", pagamos para nossos filhos brincarem, tem um que não me convence e que por ironia, é justamente o que os meninos e meninas mais querem, ou seja, o tal de pula-pula ou cama elástica – esse último nome deve ser para nos convencer que não pagamos só pra nossos filhos ficarem pulando -, ou seja, pagamos R$ 1,50 pra nossos filhos ficarem 2 ou 3 minutos pulando, eles poderiam muito bem fazer isso em casa mesmo, mas, acredito eu, não tem graça nenhuma, é de graça, de graça não vale. É, realmente nós somos “bestas”, ainda bem que nossas crianças não sabem disso. Ou sabem?.

Os pais, coitados – inclusive eu – tentávamos a todo custo convencer as crianças a parar de chorar, usando artifícios dos mais variados possíveis, como: não tem mais dinheiro – esse não convence criança nenhuma – amanha agente volta; vamos na casa do seu amiguinho Lucas; vou comprar um (a) boneco (a) amanhã – esse era mentira -; vai chover – damos aqui uma de Nostradamus –; temos que ir pra casa, o parque vai fechar por hoje; amanhã tem mais – esse só fazia a criança aumentar o sonoro choro -.

Bom mas enfim, após muitas tentativas frustrantes, muitos pais sem mais artifício de convencimento, pois a cada tentativa parecia aumentar o choro, pegavam a criança pelo braço: vamos pra casa, você não tem querer.

Alguns pais já tomaram uma decisão muito importante, amanhã não vão passar nem perto do parque de diversão, para que o filho não veja e assim talvez, só talvez não tenha que suportar a potencia dos choros das crianças, além do mais, dinheiro que é bom, já acabou faz tempo.